Choquei de frente e bati no chão, explosão em forma de coração
Não deste tempo ao tempo, e acabaste por desistir
Enterraste-me num buraco de onde não posso sair
É tão errado sofrer como sofri
É como se não tivesses estado aqui, ou estiveste e não te vi
Porque é que tem de ser assim?
Só damos contas quando não temos alternativa e vemos o fim
Népia não te quero perder
Prometo fazer tudo se tiver que ser, mas deixa-me perceber
É assim tão desumano errar quando o coração não pára de bater?
Mais alto... que o próprio pensamento, que pensa em desenvolvimento e acaba por estragar o momento
Pedir desculpa não serve, eu sei que queres mais
Tentei dar-te o meu melhor mas mesmo assim sais
Pela janela por onde entrastes
Abriste, vasculhaste, desarrumaste e bazaste
Porque é que teve que acabar?
Podias ter sido feliz, tinhas é que lutar
Mas não o fizeste, tu própria foste a que disseste
"Népia... já não acredito"
Foste tu que decidiste e deste o veredicto
Assinaste a nossa sentença sem pensa na consequência
Seguiste em frente, destruíste uma alma agora em decadência
Eras tudo, sempre foste a minha razão a minha essência
Porque é que tinhas que ser assim?
Fiquei pelo meio não me deixaste chegar ao fim
Ultimamente não nos tem corrido bem
Podia ter sido melhor, mas fugimos sempre que nos convém
Longe de ti agora apenas sinto um vazio
Um buraco no peito que me deixa impávido e com frio
Nunca acreditei em Deus, mas mesmo assim vou tentar
Grito em nome dele e choro, peço pra te fazer voltar
Mas não oiço resposta, só o meu coração a bater
Enquanto me estendo no chão, com dores onde o olho não consegue ver
Foi a falta de confiança que nos denunciou
Destruiu o nosso mundo que ainda à pouco começou
Já sinto a tua falta, falta do teu sorriso
Sempre que me lembro dos teus olhos acredita eu paraliso
A tua reacção que fez um elástico voar
Apenas porque sim, apenas o teu podia usar
Eras a vida em mim, aquilo que me fez sorrir
Eu jamais te falharia ao ponto de te trair
Dá-me mais uma oportunidade, já não estou a aguentar
Prometo que não falho mais, nunca irei errar
Não vou baixar os braços enquanto te vejo a afastar
Vou lutar pelo que amo mesmo que morra a tentar


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